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quinta-feira, 17 de março de 2011

TOCANTINS - Mulheres são destaque


Delegada Rosalina Maria de Almeida
Delegada Rosalina Maria de Almeida
A presença feminina é destaque na Polícia Civil do Tocantins. 
A prova disso é que já chega a mais de 50 o número de delegadas e ainda há as que ocupam cargos de direção em diversos setores da PC.
Dentre elas estão as delegadas Jacqueline Guimarães e Sousa, e Maria Haydee Alves Guimarães Aguiar, que comandam as Delegacias Especiais de Defesa da Mulher. 
Outro exemplo é a Delegada Rosalina Maria de Almeida que dirige a 12º Delegacia Regional em Alvorada, sendo a única mulher do estado a ocupar o cargo de delegado regional. 
“A mulher que trabalha em uma profissão com predominância quantitativa de homens, precisa se doar ao máximo, com dedicação muitas vezes superior à masculina, visando assim, demonstrar que a capacidade intelectual é igual, diferida apenas pelo esforço subjetivo de cada um”, ressalta Rosalina.

Irmãs policiais mostram o diferencial da mulher em grupos de elite da PM

As irmãs contam que pelo fato de a Cigcoe ser reconhecida como a polícia de elite da PM no Estado, há uma curiosidade da população ao vê-las trajadas com o uniforme da companhia.


Irmãs policiais mostram o diferencial da mulher em grupos de elite da PM
Com um efetivo de 138 policiais, a companhia também tem espaço para as mulheres, que apesar de serem minoria do contingente.

   Prestes a completar 175 anos de fundação, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul tem em sua elite a Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais (Cigcoe). Com um efetivo de 138 policiais, a companhia também tem espaço para as mulheres, que apesar de serem minoria do contingente, estão aptas a atuar em conjunto e em igualdade com os homens da Cigcoe, como é o caso das irmãs Karolina Armoa Stegun e Anna Stegun. A a primeira é cabo e faz parte da equipe de Rondas Táticas da Capital (Rotac) e a segunda é soldado membro do pelotão de Rondas Ostensivas com Cães Adestrados (Roca).

As irmãs contam que pelo fato de a Cigcoe ser reconhecida como a polícia de elite da PM no Estado, há uma curiosidade da população ao vê-las trajadas com o uniforme da companhia. “Chegam até a apontar na rua”, observa Anna. As policiais dizem que ainda é possível observar uma certa desconfiança da sociedade em ver mulheres atuando na Cigcoe. “Alguns acham que não vamos dar conta do serviço, até chegam a desconfiar da sexualidade, mas aqui dentro há o respeito dos companheiros de equipe, onde acredito já ter conquistado o meu espaço”, afirma a cabo Karolina que já está há  sete anos na PM e há pelo menos quatro anos e meio na Cigcoe.



“No começo foi engraçado, logo que entrei na companhia não se via mulheres, éramos ainda em menor número que hoje”, conta a cabo. Além dela e da irmã outras três policiais femininas fazem parte da Cigcoe, porém todas estas atuam em funções administrativas.



As irmãs dizem que dentro da companhia não há distinção de tarefas para elas porque são mulheres. “As atividades físicas são as mesmas, a única diferença é que não fazemos barra”, afirma a soldado Anna Stegun. Além disso, a cabo Karolina já atuou como instrutora de natação para soldados da companhia. Nas atividades diárias de policiamento as policiais também estão em conjunto com os homens. Elas explicam que apenas a cabo Karolina atua no policiamento realizado na rua, uma vez que faz parte da Rotac; Anna trabalha no esquadrão anti-bombas com os cães e no policiamento em eventos, também com os animais.

Outra ressalva colocada na atuação das policiais é em operações realizadas dentro do presídio masculino de segurança máxima da Capital. “Porque lá a tensão psicológica é muito grande e atuação da Cigcoe acontece no choque, em casos de rebeliões”, explica a cabo.

Família



As irmãs contam que se sentem orgulhosas de atuar na Cigcoe e fazerem a diferença como mulheres na companhia. Anna Stegun, que está na PM há quatro anos e há dois na Cigcoe, afirma que o fato da irmã mais nova Karolina já estar na companhia também pesou na hora de se candidatar como voluntária para a transferência. “E também porque sempre quis trabalhar com cães, logo que entrei na PM esse era o objetivo”, diz a soldado membro da Roca.

Ambas dizem que a atuação na companhia não atrapalha o lado familiar: Karolina tem um filho  de pouco mais de um ano e Anna está no quinto mês de gestação. “Mesmo depois de ter o meu filho não quis largar a atuação na Rotac, gosto de atuar na rua e tenho também minha mãe que sempre se dispôs a ajudar com o meu filho”, diz Karolina. Anna conta que um pouco de sua rotina na companhia vai começar a mudar por causa da gravidez, mas o trabalho não será deixado de lado.

“Logo que entrei na polícia não tinha noção do que era o militarismo, até porque ninguém na família fazia parte da PM. Quando entrava em formação para cantar o hino já sentia um arrepio e sabia que era isso mesmo que eu queria fazer. Hoje posso dizer que estou realizada profissionalmente”, conclui a cabo.   

TC Cynthiane, primeira Oficial da PMDF a participar de uma Operações de Paz da ONU assume comando de Batalhão em Brasília.

A Comandante na solenidade de assunção do cargo.
Foto/Fonte: Site PMDF.


A primeira oficial feminina da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) a integrar uma Missão de Paz da ONU (Timor Leste) foi recentemente nomeada pelo Exmo. Sr. Comandante Geral da Corporação Comandante do 7º Batalhão de Polícia Militar do DF, responsável pelas cidades do Sudoeste, Cruzeiro e Octogonal.

A TC Cynthiane, além de veterana de Missão de Paz da ONU, é uma das pouquíssimas policiais femininas a concluir o Curso de Operações Especiais (COEsp), ou seja, é uma das poucas “Caveiras” mulheres do país.

Conhecida por sua capacidade de atuar em diferentes atividades da vida profissional, operacional e administrativa, atuou em órgãos do DF e do Governo Federal. Sua experiência internacional e nacional com certeza contribuirá para uma gestão eficiente e de estreito contato com a comunidade local.

Sucesso a veterana!

Relíquia!!!

Inspetor chefe - superientendente Mario Texeira na formatura do primeiro corpo de policia feminina da guarda civil do estado de sp em 1950

HOMENAGEM A ESSAS MULHERES FORTES E GUERREIRAS!!

ACRE - Polícia Militar realiza atividades em alusão às mulheres e seu dia

Durante toda a semana que passou, várias policiais femininas do 10º Batalhão da Polícia Militar, responsável pela regional do Alto Acre, lotada na cidade de Brasiléia, comandadas pela sargento Filgueiras, realizaram várias visitas solidárias em vários bairros.
Durante toda a semana, seguindo um plano de ação da Corporação onde prevê estreitar os laços da Polícia com as comunidades dos Bairros de Brasiléia e Epitaciolândia, onde também foi estendido até o km 08 da ‘Estrada Velha’ e tiveram a grata surpresa de serem bem recebidas.
Na ocasião, foram informadas dos serviços disponíveis às mulheres e todos que venham precisar da Corporação. Esse trabalho aconteceu durante toda a semana que passou, dedicada a Mulher.
Tal ação tem como finalidade, aproximar as comunidades da Polícia Militar e assim, poder realizar ações sociais com o intuito de prevenir e retirar as mulheres de situação de risco, juntamente com sua família.
Fechando a semana, na sexta-feira (08), Dia Internacional da Mulher, o Comando ofereceu às policiais femininas, esposas e funcionária civil, um delicioso Café-da-Manhã em sua homenagem pelo dia. Também foi dado certificados de homenagem pelo Dia.













MACEIÓ - Polícia Militar faz homenagem às mulheres da corporação

A Polícia Militar homenageará as policiais femininas pela passagem do Dia Internacional da Mulher. O evento acontecerá na sexta-feira, dia 18, a partir das sete horas, na Academia de Polícia Militar Senador Arnon de Mello, no Trapiche, e contará com a representação de mulheres de todos os batalhões e unidades da capital.
A programação contará com um circuito especial de ginástica, composto de step, jump, ginástica localizada com bastão e ginástica localizada com step. Haverá ainda distribuição de brindes ofertados pela corporação. Um café da manhã com frutas encerrará a programação.
A iniciativa visa reunir as policiais dos diversos setores administrativo e operacional como também destacar a participação da mulher no serviço policial militar em uma instituição de 179 anos de história e que há 22 anos engajou mulheres em seus quadros.

Fonte: http://tudonahora.uol.com.br/noticia/maceio/2011/03/16/133561/policia-militar-faz-homenagem-as-mulheres-da-corporacao

RIO - Almoço só para 'elas' no 7° BPM

Como forma de homenagear as policiais femininas do 7°BPM (São Gonçalo), foi realizado, ontem, um almoço no batalhão com a presença das policiais da corporação. Cerca de 20 mulheres participaram e receberam brindes pelos anos de trabalho e dedicação à corporação. Além do almoço e dos presentes, um belo discurso do capitão Mineiro comoveu as mulheres e até arrancou lágrimas de uma delas, que se emocionou com um poema da Madre Tereza de Calcutá, declamado pelo por ele.

No evento, era possível encontrar mulheres de todas as idades e patentes. A soldado Tatielle, de apenas um ano de corporação, disse que é um prazer fazer parte da Polícia Militar, e que tem orgulho de estar do grupo. Tatielle está grávida de sete meses e, por enquanto, não pode fazer trabalhos externos, mas pretende viver grandes emoções nas ruas de São Gonçalo. Ela disse que tinha medo de sofrer preconceito por ser mulher e estar grávida, mas afirma que esse medo acabou quando percebeu que os homens da corporação a respeitavam.

Sendo a mulher mais antiga na corporação, a sargento Rosane explicou que, com 29 anos de experiência na polícia, já passou por várias situações marcantes.

“Já salvei muitas vidas, pessoas que estavam quase morrendo passaram pelas minhas mãos e hoje estão bem. Isso é muito gratificante”, disse Rosane.

MATO GROSSO - Falta de escrivão dificulta trabalho na delegacia de Campo Verde


A falta de pessoal é crônica na maioria das Delegacias de Polícia Civil de Mato Grosso, mas em Campo Verde, a situação tem obrigado o delegado titular, Fernando Vasco Spinelli Pigossi, a se desdobrar. Desde fevereiro, o único escrivão da Delegacia está de licença prêmio e só deve retornar ao trabalho em agosto.

Na ausência do escrivão, o delegado Fernando Vasco acumula a função de escrivão. “Estou fazendo os inquéritos de ‘capa a capa’”, destaca. Esta semana, segundo o titular de Delegacia de Campo Verde, uma escrivã Ad Hoc, contratada pelo município, foi nomeada para a delegacia, mas ainda não é o suficiente para resolver o problema.

Conforme contou o delegado, uma escrivã concursada e lotada na Delegacia de Polícia Civil de Alto Araguaia foi transferida para Campo Verde por decisão do Conselho de Superior de Polícia. Porém, segundo Fernando Vasco, ela teria recorrido a políticos de Cuiabá e reverteu a transferência, permanecendo em Alto Araguaia. Para o delegado, a falta de escrivães dificulta o bom andamento dos trabalhos.

“Acarreta que, a partir do momento que eu deixo de exercer minha função, pedidos de busca e apreensão, interceptações telefônicas e outras investigações ficam prejudicadas porque eu preciso dar prioridades aos casos de réu preso”, observa o delegado, acrescentando que todos os inquéritos são elaborados por ele. “Isso prejudica demais”, ressalta, lembrando que na delegacia de Campo Verde tramitam cerca de mil inquéritos policiais.

Fonte: 24 Horas News 



CONCURSO JÁ OXI!!

PARÁ - ENTREVISTA DO ESTADÃO DA DELEGADA WILDENYRA LIMA

No dia 11 o Programa Estação Segurança, comemorando o Dia Internacional da Mulher, teve como entrevistada a Delegada de Polícia Civil Wildenyra Lima, Supervisora das Operações de Combate à poluição sonora da Diretoria de Polícia Especializada. 


A convidada falou acerca de sua atividade policial e a harmonia conquistada em seu cotidiano como mulher e mãe; as dificuldades, desafios e as vitórias ao longo de sua vida pessoal e profissional e o trabalho integrado com a Polícia Militar e demais órgãos do sistema na Operação Pela Vida, desenvolvida desde janeiro deste ano pelos órgãos de segurança e que tem conseguido reduzir os índices de criminalidade na capital e região metropolitana. 


Além da entrevista, o programa trouxe informações acerca da Segurança Pública, dicas de segurança e o sorteio de brindes para os ouvintes, em especial, para as ouvintes, que viveram esta semana de homenagens à mulher. 


O programa Estação Segurança é uma produção da Assessoria de Comunicação da Polícia Militar e vai ao ar todas às sextas-feiras, das 14h às 16h na Rádio Nazaré FM (91,3 Mhz). 


Os apresentadores desta sexta foram o TEN CEL PM Mauro Pinheiro e o MAJ PM Galdino Ribeiro.


 Para acessar a Rádio Nazaré FM pela internet (www.fundacaonazare.com.br)      

Dez mulheres civis e militares recebem prêmio

recurso
II SEMINÁRIO COM AS MULHERES A SEGURANÇA É MAIS HUMANA
DATA: 17/3/11
HORÁRIO: 8H ÀS 16H30
LOCAL: Auditório do Crea - Rua Sebastião Taveira, 272, Monte Castelo
COORDENAÇÃO E CONTATO - Capitã PM Sandra Alt - 96635414


Campo Grande (MS) – O Comando Geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, por meio da 5ª Seção do Estado-Maior promove entre os dias quatro e 18/3 atividades especiais em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. Blitze, entrega de prêmio, seminário e dia de lazer foram programados.

No dia 17, as profissionais da Segurança Pública participam da segunda edição do seminário “Com as mulheres a Segurança Pública é mais humana”. Durante todo o dia, policiais militares, bombeiros, policiais civis, federais e rodoviárias federais, membros da Agetran, Agepen, Guarda Municipal e Coordenadoria de Perícias assistem às palestras.

A vice-governadora Simone Tebet fala sobre a “Mulher conquistando espaços de poder na sociedade” e a major da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coordenadora das Unidades de Polícia Pacificadora do Rio de Janeiro Pricilla de Oliveira Azevedo explana sobre a “Experiência de uma mulher policial militar na Polícia Pacificadora do Rio de Janeiro”.

Os outros temas e responsáveis são: Lucia Falcão, delegada titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, com “Violência doméstica, como combater esse mal?”; Rosana Monti Henkin da Escola de Governo com “A socialização de homens e mulheres”; Clarice Souza Pinto, coordenadora estadual do DST/Aids e Hepatites Virais com “DST/Aids, como estar segura?” e Willian Carvalho, músico, com "O tom da vida".

Na ocasião também será entregue o prêmio Tenente-coronel Ana Neize Balta às mulheres que fizeram trabalhos de destaque na área de segurança pública e apresentações culturais feitas pelas PMs. Serão agraciadas:

* 1º SGT PM Lecy Anna da Cunha Alves
* 1º SGT PM Helena Beteu de Carvalho
* 2º SGT PM Fátima Inês Rodrigues de Brito Cândido
* 2º SGT PM Nélida Calonga Riquelme
* 2º SGT PM Divânia Nunes da Silva
* CB PM Maria de Fátima Israel dos Santos
* CB PM Aparecida Gonçalves da Cruz Ferreira
* Saleide Lúcia de Souza Holsback - Conselheira Comunitária
* Juliana Maria Silva de Rezende Valle - Reitora da Faculdade Estácio de Sá de Campo Grande
* Thie Higuchi Viegas dos Santos - Secretária de Estado de Administração

A militar que dá nome ao prêmio fez parte da primeira turma de mulheres policiais militares, formada em 1984, abrindo caminho a todas as outras mulheres que vieram fazer parte da segurança pública de Mato Grosso do Sul. Ana Neize Baltha dedicou 23 anos de sua vida à Polícia Militar do Estado.

O fechamento da programação ocorre no dia 18/3, com um dia de lazer para as policiais militares.

terça-feira, 15 de março de 2011

"Ahhh o AMOR!!" - O amor nas garras da lei


Os delegados da Polícia Civil Richard Serrano e 

Cássia Cancian se conheceram após uma perseguição e prisão.

E se apaixonaram...



Uma história de amor entre delegados de polícia, que surge em meio ao combate à criminalidade e à vida agitada de quem tem o dever de cuidar dos cidadãos. Com certeza, um romance como esse daria um belo enredo de novela ou um conto policial.
No entanto, e por mais incrível que pareça, essa é uma história real, que no último dia 4, no Buffet Mama Mia, em Bauru, acabou em casamento.
Richard Alberto Serrano, 41 anos, e Cássia Regina Viranda Cancian, 36, delegados da Polícia Civil, se conheceram de forma inusitada em 2006.
Richard estava com o seu carro na rua Araújo Leite, quando viu um indivíduo sair correndo da Delegacia da Mulher – que fica nessa rua.
O fugitivo havia agredido a sua mulher e prestava esclarecimentos no local. Ao terminar o depoimento, familiares da vítima atacaram o sujeito, que correu pela rua. Richard viu a cena e, mesmo à paisana, fez o seu dever como policial, prendendo o rapaz.
“Eu não sabia ao certo o que estava acontecendo. Apenas resolvi levar o fugitivo de volta à delegacia. Ao chegar lá, adivinha quem era a delegada?”, relembra Richard.
Era Cássia, sua futura mulher, que mal imaginava que aquele prestativo delegado se tornaria mais que um colega de profissão. “Naquele momento em que eu o conheci nem passou pela minha cabeça que poderíamos ter um relacionamento. Eu só estava admirada com a coragem que ele teve”, afirma.
Mesmo trabalhando na Polícia e sendo de Bauru, os dois nunca tinham se visto antes do primeiro e surpreendente encontro. “Em função do trabalho, tanto eu quanto ela ficamos um tempo em São Paulo ou em outras cidades. Demorou para gente se encontrar de fato”, explica Richard.
Compromissos profissionais afastaram o casal por quase três – eles só  se encontraram em uma confraternização da polícia, em 2009. “Estávamos solteiros. Começamos a conversar mais, principalmente sobre o episódio daquele fugitivo da Delegacia da Mulher e quando vimos  já estávamos casados”, diz Richard.
O casal é um exemplo de como profissionais da mesma área podem dar certo em uma relação. Geralmente, alguns casais reclamam da monotonia e dos mesmo assuntos que são conversados o tempo todo. “Nós nos falamos o dia inteiro. Um ajudando o outro a solucionar um caso, dando dicas e pedindo conselhos”, afirma Richard.
“A gente não precisa falar nada um para outro. Já sabemos como funciona a profissão. Então, não existem aquelas cobranças que uma pessoa que não é do meio policial faria”, analisa Cássia.
Para fugir da rotina estressante, o casal costuma organizar churrascos e aproveitar o convívio familiar.
Richard revela que a rotina do casal é tão estressante que eles trocaram a lua-de-mel por uma semana de descanso em um hotel-fazenda. “A vida na delegacia é sempre corrida. Por isso que é importante ter alguém que entenda isso quando eu chego em casa”, diz.
Perguntada se uma briga entre o casal poderia acabar em voz de prisão, Cássia sorri e afirma que a vida de policial é só da casa para fora. “A gente se ama muito para isso”, despista.

sábado, 12 de março de 2011

Apesar de sua dedicação, a delegada diz que ainda é vítima de preconceito da população



No mês de abril a delegada completa um ano a frente da Delegacia de Atendimento a Mulher de Três Lagoas
Foto: Luciana Navarro
Há quase um ano à frente da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM), a delegada Letícia Móbis, mostra que graças a sua competência o número de denúncias cresceu e que as mulheres passaram a procurar a delegacia com mais freqüência para registrar os boletins de ocorrências.

"Talvez por eu ser mulher as mulheres se sentiram mais a vontade de vim até a delegacia e a comunicar os casos"

— Letícia Móbis, delegada

Natural de São Paulo, uma das razões que Letícia, de 29 anos, escolheu atuar em Três Lagoas foi pela cidade ser administrada por uma mulher. “Por ter uma prefeita eu vi que seria mais fácil estabelecer uma rede social com a administração e a cidade também apresentava um potencial industrial muito grande. O fato da Delegacia da Mulher ser administrada por um homem também foi um dos fatores que me trouxe para Três Lagoas”.
A delegada disse que é respeitada no meio policial, mas a própria população falta com respeito
Foto: Luciana Navarro

CONFIANÇA FEMININA

Após sua chegada, em comparação aos números das denúncias de 2009, Letícia comprovou que sua presença fez com que as mulheres passassem a visitar com mais freqüência à delegacia e a registrar os fatos que aconteciam contra as mesmas. “Talvez por eu ser mulher as mulheres se sentiram mais a vontade de vim até a delegacia e a comunicar os casos. Elas passaram a confiar mais na delegacia. Muitas das vezes, elas chegam aqui e pedem para conversar com a delegada, porque elas se sentem representada”.
Comparando os anos de 2009 e 2010, a delegada disse que as denúncias de injúria cresceram 29% e os de crimes sexuais 38%, o que demonstra que as mulheres passaram comunicar mais os crimes.

"Algumas pessoas fazem piadinhas, como se eu não agüentasse o peso da minha arma, e na delegacia, alguns homens que são chamados por causa dos boletins de ocorrências acabam gritando e faltando com respeito"

— Letícia Móbis, delegada

PRECONCEITO

Apesar de toda a liberdade feminina e pelo país ser presidido por uma mulher, Letícia explica que ainda sofre alguns preconceitos, mas não de seus colegas de trabalho e sim da população. “Algumas pessoas fazem piadinhas, como se eu não agüentasse o peso da minha arma, e na delegacia, alguns homens que são chamados por causa dos boletins de ocorrências acabam gritando e faltando com respeito”.
Diante de fatos com estes, Letícia explica que é necessário agir com autoridade. “Costumo demonstrar que não sou eu quem está ali e sim a ‘Delegada Letícia’, que representa um cargo e merece respeito”.
Letícia diz que boa parte das mulheres que registrar B.O. contra os parceiros acabam retirando as queixas a pedido dos homens
Foto: Luciana Navarro

PROTEÇÃO À MULHER

Apesar de toda a dedicação com que Letícia atua em sua carreira, a delegada disse que falta uma divulgação melhor das conseqüências que os homens podem ter quando cometem crimes contra a mulher. “Os homens precisam saber que não existe mais aquela pena alternativa e que agora eles podem ser presos. Nós podemos entrar com medida de prisão cautelar e que acabou a pena da cesta básica”.

"Costumo demonstrar que não sou eu quem está ali e sim a ‘Delegada Letícia’, que representa um cargo e merece respeito"

— Letícia Móbis, delegada

PROJETOS

Em 2011 a delegada diz que pretende diminuir os casos de abusos sexuais contra menores de 14 anos, que em 2010 foram registrados 45 ocorrências. “As pessoas precisam saber que qualquer envolvimento com menores de 14 anos é crime, mesmo se os pais permitirem”.
Para conseguir atingir sua meta, a delegada disse que irá trabalhar com palestras e outras ações educativas.

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

No dia de hoje (8), a delegada deixa um recado de motivação e superação para todas as mulheres. “Que elas não sedam à violência e procurem as autoridades para denunciar as agressões e ameaças. É importante também que elas não retirarem as queixas, mesmo se os parceiros e ex-parceiros solicitarem”.